
Wellcome to Orkut, rede intercontinental da depravação atroz nos arrolamentos sociais. Lugar que emana petições pela demissão do ministro Hélio Costa ao mesmíssimo tempo em que promove micaretas homoeróticas no Largo do Arouche. Trata-se o tema com importância, sob procedimentos cartesianos, evoca-se estatísticas, censo sobre etnias de maior participação e até professam que o Orkut é o novo paradigma da comunicação online. Bobagem, se for pra falar de circo, cubra-me com uma lona que pulo no saibro do escárnio.
Problema carro-chefe: há todo tipo de gente naquele domínio pontocom. Gente acéfala, gente com hidrocefalia, serenos, intempestivos, com tempo de sobra, apressados, semi-letrados, ourives do léxico, comunistas, tocadores de realejo, fisiculturistas, esquizos, apicultores e me lembro inclusive de uma professora de pompoarismo. Prossigo: musicistas, Office-boys, estudantes de farmácia, costureiras, psicólogos e psicopatas, museólogos e idosas em vias de receber a extrema-unção. Coreógrafos, coprofágicos, locutores, advogados, gays e e EMOs. O que são não importa. Excêntricos ou ordinários toleráveis seriam se não tivessem tido a oportunidade – apadrinhada pelo Google e IBAMA – de constituir comunicação entre si. Aí mora o perigo! É evidente, a impessoalidade – mais completa que seja a auto-descrição do sujeito – permite que essa coleção de gente viciosa, de idiossincrasias oscilantes afilie-se umas as outras. Orkut é formação de quadrilha!
Dado os personagens, falemos do picadeiro. Pois bem, lá estão todas aquelas comunidades com nomenclaturas abreviadas para que a idéia caiba em 30 caracteres. Coube? Fez-se entender? Voila! Uma das subsidiárias da alegoria do ridículo das massas está criada. Pernas separadas pra receber tanto o tocador de realejo quanto o fisiculturista. Supõe-se que o tema da nova comunidade seja – claramente – pertinente aos dois, que incite o debate pra estreitar argumentos, estimular a dialética kantiana, enfim, o princípio do diálogo. Não. Não acontece isso, a comunidade criada que atraiu o click do frentista e do pintor de azulejo tinha o nome de “Uma Porrada de Batatas”, com a descrição neste molde: Puxa vida, veja só quanta batata!
Baudelaire uma vez disse: “Junte uma virtude humana a um vício que terás como resultado uma lágrima”.Quem vai lagrimar essa eclosão de idiotas.com sequer será a orla acadêmica, geralmente levando 10 anos pra estudar efeitos psicossociais numa nova forma de relação humana, nem os familiares, nem o fisiculturista. Serão os de intelecto-maior que estão também participando da exaustão potencial que sites de relacionamento como o Orkut sofrem. E não falo só da “formação de quadrilha” e da união nociva que ali se faz de gente estúpida em prol de uma formação de idéias de entretenimento patético onde sequer (e muito menos) respeita-se as formas da língua pátria. Falo do paradoxo do desaprender trocando idéias murchas, do desentender buscando o diálogo, e do ter de se masturbar quando se busca o sexo, pois é última e única coisa que resta. Os egos se insuflam, as citações dos imortais da literatura se propagam, as angulações das fotos cada vez fazem peitinhos virarem tetas de polacas. Agendam-se fodas como o mesmo vigor que se planejam passeatas contra o lítio da bateria do celular.
Dado os personagens, o cenário agora vamos à peça propriamente dita. E o “vamos” aqui não é retórico. O trabalho é nosso, meu, seu e da deliciosa pompoarista.
Bom, eu já sou cadastrado, e você? Who have you been blowjobbing?
“Quando mais de dois mentecaptos se reunirem em meu nome, não estarei necessariamente ali. Bad bad Server”. John Orkut.
Posted by Luiz Oak at 13h31
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cansei...

É, cansei.
Sequer sei se volto.
Quem esperou por despedidas ensebadas
e agradecimentos de cera,
frustre-se mais uma vez.
Aos que ofendi, sinto
não ter ofendido mais.
Aos que afaguei
juro
ter tentado apedrejar
É, cansei,
poucos lêem, uma fração disso comenta.
Sei que não faço literatura-menor,
sei que não é pra todo tipo de gente,
mas, enfim, cansei.
E, definitivamente,
Já vou tarde.
Luiz OaK 
Posted by Luiz Oak at 19h49
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É que o catarro, amigo e já deixo claro, é o muco da retidão! São as varizes da verdade. esta ávida andarilha só que, andar, dá fome.
tá, paio demais engorda; não a feijoada, caluniador cara-seca!!! dá um prato aí! é você mesmo quem diz pra pingar, na “carne seca” a menstruação do tomate?
dizes que é “palatável”, parvo!
Pura delonga de quem não sabe que, culinária, é invenção de glutão de vísceras já repletas.
A raiz da batata, infante, está é pregada no chão. tenta tirar ela de lá, que, se um homem for o dono das minhocas,
Mais fácil é comer dos seus intestinos.
(Luiz OaK)
Posted by Luiz Oak at 18h01
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Edificação de caráter na bordoada é dose. Sempre cri que as lições de vida vinham ou em cartilha ou em forma de conselhos de avô, de pai sob um luar rechonchudo e poético. Para mim veio em forma de sopapo e vasari. Sempre me foi dito que, na escola, quem brigasse era mau elemento, vadio e fora do eixo de comportamento tolerável. Passível de suspensão ou talvez até de expulsão, como um corpo estanho e lesivo dentro de um sistema equilibrado e harmônico. Isso era muito sério para mim, some-se o fato de ser filho de professor do próprio colégio em que estudava. A primeira parte do “aprendizado” veio com a briga que tive com Maurinho, o maior estudante de pré-primário do muuuuuunnnndo!!!! (ênfase irrestrita)
Nem de perto me passa a lembrança do motivo, mas poderia descrever segundo a segundo a apnéia em que me deixou depois daquele murro na boca do estômago. A notícia da vendeta cruzou o pátio e chegou à sala dos professores e até minha mãe. Ali, sentado na guia das passarelas do pátio do colégio, me foi prometido uma segunda etapa deste dia de aprendizado: uma surra agendada. Sim, eu poderia escolher a hora do dia em que iria querer apanhar por ter me comportado como um “animalzinho sem modos” – palavras dela. Obviamente fiquei lisonjeado, escolhi ser depois do judô. Numa ducha de sabedoria oriental escolhi lutar contra um garotinho, digamos, prejudicado no tamanho, já que não queria chegar machucado para o corretivo em casa. Conclusão: o Sansei Koi me flagrou surrando o pivete e me colocou para lutar contra o maior judoca mirim do mundo!
Fim da terceira lição, devidamente aprendida. Sobre a segunda lição, tudo o que me resta dizer e lembrar é que doeu, e como.
Posted by Luiz Oak at 12h17
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Dejetos Poéticos I

Licença poética, que nada
eu quero é forma
fonema mal-acabado mesmo
rechaço o inchaço
"quié" o dejeto do poema.
fac simile de floema,
que leva a selva elaborada
até a ante-sala do juízo.
a não-forma não é sediciosa
só porque é odiosa,
porque chateia.
é telha de zinco quente.
que gato escaldado não pisa.
não que não queira
é que não ousa
dançar mal
no telhado,
o enredo do samba,
das sucupiras do parnaso.
eu queria uma fôrma.
for men ou for woman
ah, pelo menos formaria
formas mais amorfas!
será que Dá(?)-Dá.
se não desse
então
que fomentasse,
fossasse,
que gritasse
e fuçasse
e forçasse
mas gritasse:
“Isso!”
(Luiz Oak)
Posted by Luiz Oak at 19h06
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Pensamentos da semana. Em itálico a “ocasião”, em negrito a frase. Entre um e outro, favor, risos. E eu, dia a dia mais didático, vislumbro o vértice do momento em que a cada post serei forçado a... Ah, esqueçam. Maravilhem-se com os dejetos abaixo.
► “Aposto que ele aprendeu isso jogando "show do milhão" no Mega Drive.”(Pára um amigo jornalista numa entrevista coletiva em que José Serra repassava uma série de estatísticas vazias sobre o combate a AIDS. Se fosse tão bom teria curado a doença também nele e no Marco Maciel, dois tísicos de IMC abaixo dos 12 pontos.)
► “Acho que você, um certo dia, caiu da escada, bateu a cabeça no chão e parte da sua massa encefálica responsável pelo apego à realidade misturou-se com o capacho onde a família limpava o pé com merda do cachorro.”(Guilherme Tarja-Preta Sardas me definindo. Que tremendo absurdo, o bolo fecal do canino aqui de casa é aglutinado junto à refeição)<ぐ颵ᇏ芻ꨀ봀text>ぐ颵ᇏ芻ꨀ봀TEXT>
►“Uau! Assim meu intestino é capaz de sair pelos poros e me agradecer pessoalmente.” (Para uma amiga que insistia em receitar cápsulas de cogumelos reguladores da atividade excretora. Disse a ela que venho defecado de forma alquímica, através do verbo neste site que agora lêem. Algum dia, prometo, ainda puxo a descarga. Eu não tenho flora interninal, tenho fauna.)
►“Eu acharia fabuloso ser vegetariano, desde que desse pra tirar um aspargo ou uma cabeça de repolho do lombo do gado.”( Sério, isso seria também muito mais maduro do que pretendo ser pela vida toda)
► “Acho que vou fazer no tamanho daquelas bíblias-chaveiro. Pelo menos posso dizer que meu TCC tem 5 mil páginas.”
(É, eu fiz. O único TCC de Bolso do hemisfério Sul. Há rumores sobre um eslavo, contudo, soa como balela.)
► “O ser humano inventou a linguagem para satisfazer a sua profunda necessidade de se queixar, então, sério, vai se fuder!”
(Porquê, pra xingar um professor, você deve teorizar sobre o assunto antes.)
► “Ah, minha senhora, lembre-se o caixão é irmão do berço. He he he.” (Deus, como pude? Falei isso pra uma mulher que pranteava o estado de paralisia infantil do filho; no ônibus, ontem. Dizia que precisava colocar grades na cama do fedelho. Ei, que tipo de paralítico precisa ser contido? Será que o fedelho era o paralítico mais dinâmico... DO MUNDO?)
Quando quero ler um bom texto, escrevo um. Comentem isso, minha endemia egóica precisa de adestramento. Mas olhem como escrevi isso em tamanho diminuto, seria expressão de humildade? Porra, claro que NÃO!
Posted by Luiz Oak at 14h48
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ue tal a história de um sujeito que se casou com uma retardada mental de grau severo, sem notar? Isso é semelhante a passar patê de fezes numa fatia de pão de centeio e comer categoricamente crente de que aquilo é pasta de amendoim. Pois então, o incauto se casou e nada suspeitava de que a mulher era uma débil profunda, com Q.I girando na casa dos 23. Sequer desconfiou mesmo no episódio em que a amada parecia entretida numa caça compenetrada a vaga-lumes imaginários, ou no dia de seu aniversário de 32 anos em que ela determinou que fosse toda com enfeites temáticos da turma do Balão Mágico. Os dias se passavam e o amor só se dilatava, tal como as bochechas da mulher, repletas de pilhas alcalinas. O marido, desavisado ponderava com os compartes de dominó “Ah, meu anjo é elétrico, não pára um segundo, hiper-ativa, está na cara”. E a suína débil ali, com mercúrio e lítio escorrendo pelos cantos da boca. Os amigos de arruaça, num pacto silencioso, numa espiral de silêncio, não diziam nada, só trocavam olhares, pediam para ir ao banheiro e voltavam com a cara inchada de tanto rir.
Os pombinhos haviam se conhecido num parque de diversões. Ele estava levando a sobrinha para andar de montanha russa, comer pipoca caramelizada e mirar nas latinhas com bolas de meia de seda. A pombinha estava lá sendo conduzida por enfermeiros no dia de comemoração do 12 de outubro. Então, num momento de cochilo dos homens de branco, o pombinho ofereceu um chocalho para a pombinha. Ela adorou. Ele queria levá-la para jantar, apresentar à família como esposa legítima, cortejá-la com jóias e coleguismo sexual maduro, engajado. Ela, por sua vez, queria abrir o chocalho e comer a areia de dentro. E por isso foi pra casa com ele. O pombinho, pobre mísero e ingênuo.
Casaram-se, e ela comeu o buquê e cuspiu arroz no pároco. Viajaram, e ela encobria a cabeça com o saco de vômito do avião e exigia ser chamada de Fantasminha Huuugo. Fotografaram-se, e ela desenhava bigodes em fotos com Polaroid. Beijaram-se, e ela assoprava até inchar a boca do infeliz. Geraram três filhos, e três retardados. Era o peso da hereditariedade mais os metais pesados alargando o traseiro. Dieta a base de níquel e papelão molhado. Aí sim o sujeito sentiu que algo estava errado, os amigos do dominó ensaiaram o coro “eu já sabia”. Separou-se, internou-a nas Casas André Luiz e repartiram os bens: carro, imóveis, e contas bancárias para ele e um pandeirinho de plástico fosco para ela. Hoje ele paga pensão, mas vai direto para as contas da casa de contenção de dementes. E ela ainda clama pelo suculento chocalho de areia, enfim, um litígio não concluído. Está na justiça ainda hoje.
Com relação às crianças, o que se pode dizer é que são a cara do pai e, definitivamente, “focinho” da mãe. 
Posted by Luiz Oak at 22h54
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Perdão pelo tempo sem escrever, o caso é que a altíssima freqüência de convites para congressos e palestras tem passado a mão no meu tempo, e eu fiquei sem passar a mão em vossas bundas. No sentido figurado, claro.
Bem, esses dias ponderei sobre infinitas coisas, dentre elas gerar um filho. E não falo aqui do prazer de ministrar boas coisas para a criança não, tampouco quero ter uma cria pra dar conforto e amor. Quero é poder nomear o fedelho com um nome bem engraçado e fazê-lo carregar no RG um vexame constante. Vou colocar uma lista, ajudem-me a escolher. Todos os nomes abaixo foram extraídos de registros OFICIAIS de cartórios brasileiros. Ou seja, minha idéia de “zuar os pivetinhu” não é tão incomum assim. Minha fêmea está grávida.
Anatalino Reguete
Antonio Buceta Agudim
Avagina (em homenagem a Ava Gardner e Gina Lolobrigida).
Benedito Froscolo Jovino de Almeida Aimbare Militão de Souza Baruel de Itaparica Boré Fomi de Tucunduva
Chevrolet da Silva Ford
Colapso Cardíaco da Silva
Comigo é Nove na Garrucha Trouxada
Dezêncio Feverêncio de Oitenta e Cinco
Dignatario da Ordem Imperial do Cruzeiro,
Dosolina Piroca Tazinasso
Gerunda Gerundina Pif Paf
Hericlapiton da Silva (Filha de Layla?)
Jacinto Leite Aquino Rego
Jovelina Ó Rosa Cheirosa
Lança Perfume Rodometálico de Andrade
Liberdade Igualdade Fraternidade Nova York Rocha
Liney Lindsay Nascimento de Araújo
Loprefâncio Celestino Jacy de Almeida
Luiz Tripador (aahahaha)
Magnésia Bisurada do Patrocínio
Manuelina Terebentina Capitulina de Jesus Amor Divino
Maria Cristina do Pinto Magro
Maria Privada de Jesus
Percilina Pretextata Predileta Protestante
Placenta Maricórnia da Letra Pi
Róliston (em homenagem à banda de rock inglesa Rolling Stones)
Sansão Chazan
Simplício Simplório da Simplicidade Simples
Tertuliano Firgufino
Tospericagerja (em homenagem à seleção do tri: Tostão, Pelé, Rivelino, Carlos Alberto, Gerson e Jairzinho)
E depois ainda criticam o infanticídio...
Posted by Luiz Oak at 02h32
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Concessões de liminares pelo Poder Judiciário têm sido, nas últimas semanas, acontecimento recorrente. Em comum, o fato de todas haverem atingido, direta ou indiretamente, a liberdade de imprensa. Pretextos não faltam para sentimentos de inquietação, quando está em jogo o princípio da livre manifestação de pensamento e da marcha de informações, independentemente da existência de aparato legal, e, ainda mais, se a cobertura jurídica a cerceamentos se dá em íntegro Estado de Direito. Instituir limites legais para a atuação jornalística pressupõe, já na origem, a supressão de sua prerrogativa essencial. É claro que a imprensa, como qualquer outra instância societária, deve ser alvo de punição, sempre que incorrer em delito. O que não pode, porém, é punir-se a atividade jornalística antes de o delito ser efetivamente praticado, a menos que tenhamos de reconhecer que a "liberdade de imprensa" é "fiscalizada" por "leis de presunção".
Se for a liberação o que está em pauta, ou o respectivo veto à liberação de fitas e notícias, há de se concluir que se vive numa sociedade cujo instrumento legal exerce poder de controle sobre o pensamento. É preciso lembrar que "fitas", "imagens" e "notícias" são modalidades expressionais da linguagem. Então, qualquer tentativa de restringir ou suprimir tais modalidades significa, em tese, tentar policiar a consciência comunicativa. Nisso reside a essência da diferença ética entre ditadura e democracia. Explicando: o uso de uma gravação clandestina com a intenção de denunciar alguém cujo pensamento contraria a norma de um regime, disso resultando prisão, tortura e assassinato, constitui uma prática eticamente abominável. O mesmo expediente, num regime democrático, dá margem a defesas legítimas para as partes envolvidas. Este é o preço da liberdade.O PT, talvez, não tenha sofrido toda investigação que deveria ter sido feita.
Enquanto isso na Sala da Justiça....
"É uma boa política não ter a preocupação na disputa eminentemente de mercado. É preciso pensar na qualidade da informação que o povo brasileiro recebe. Sobretudo num momento em que muitas vezes o denuncismo pelo denuncismo tem prevalência sobre a notícia e a informação". Isso foi Lula se pronunciando. Denuncismo porque agora o PT está no poder. Quando não estava, era legítimo direito de denúncia. Pouco depois de tal declaração, deitou verbo assumindo a atitude de paladino da liberdade de imprensa. Destacou a importância da independência da imprensa e lembrou a censura do regime militar, assegurando que a censura não voltará ocorrer no Brasil, muito menos de forma dissimulada. Isso prova que no Brasil, em momento de crise, o apoio a prerrogativa universal do Direito de Imprensa, é gelatinoso e ambivalente. Apóia-se quando parece bom julgar como imprescindível, condena-se quando se precisa de um freio (conveniente aos que devem) nas investigações. Lula dá a tônica do Brasil de hoje. Este mesmo senhor, não contente em hoje tentar censurar toda a imprensa com seu projeto canhestro enviado ao Congresso, há algum tempo pretendia – nada menos que isso – censurar a imprensa norte-americana!
Sem a necessária independência, os jornais estariam entregues a um amontoado de interesses de acusadores raivosos do esquema administrado por Marcus Valério, interesses partidários de um PT acuado; ou econômicos – tentando apaziguar os ânimos com o discurso da estabilidade. Isso distorce e estraga a informação, veiculado sem o livre-arbítrio editorial necessário. Ah, otimista irresoluto Lula e nós, periodistas de toda sua metamorfose. Pobre do país cujo gerente recicla a cachola todas as manhãs.
Posted by Luiz Oak at 12h28
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Programinhas
Mais 2 programas...


Meu deus....
Posted by Luiz Oak at 18h37
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Eu faço Programa
Bom, é claro que agora estou bem mais inativo e vadio, por isso tendo tempo para retomar meus afazeres habituais e absorventes: porra nenhuma. E fazendo porra nenhuma é que tive a idéia de elaborar uma série com programas de computador ideais. Vamos começar?! Vamo Brincá?ahahaha!
Que absurdo... Vale lembrar que são de autoria-deformadora MINHA, qualquer preconceito, crítica mediante o conteúdo das imagens, esmagamento de minorias já expropriadas, elogio à intolerância.. podem encaminhar SIM suas críticas e sugestões para aputaqueopariu@hotmommy.com
Posted by Luiz Oak at 07h42
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Essa corja de brasileiros filhos da puta traduzindo títulos de filmes:
*Parenthood - O Tiro Que Não Saiu Pela Culatra * Annie Hall - Noivo Neurótico, Noiva Nervosa * Big Trouble in Little China - Os Aventureiros do Bairro Proibido * The Sound of Music – A Noviça Rebelde *The Graduate - A Primeira Noite de um Homem *Rumble Fish - O Selvagem da Motocicleta *Easy Rider - Sem Destino *Gotcha! – Uma Arma do Barulho *Analyze This - Máfia no Divã *Splitting Heirs - Quem Não Herda... Fica na Mesma *Persona - Quando Duas Mulheres Pecam *Wild Wild West – As Loucas Aventuras de James West *Naked Gun – Corra que a Polícia vem Aí *Total Recall – O Vingador do Futuro *Sliding Doors - De Caso com o Acaso *Breakfast at Tiffany’s – Bonequinha de Luxo *The Green Mile – Espera de Um Milagre
Agora, francamente, diga-me de que latrina sai esse tipo de gente?
Posted by Luiz Oak at 03h49
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Posted by Luiz Oak at 21h19
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Atendendo a pedidos inconscientes resolvi publicar a famigerada entrevista que fiz com Chico Buarque. Falsa, inventiva e aleivosa. Heheheh. A lenda diz que na minha faculdade havia um professor débil e circunscrito culturalmente que, por marketing pessoal, conseguiu o emprego. Fiz uma aposta com amigos que entrevistaria um heterônimo de Chico Buarque, o tal do Julinho de Adelaide (um nome que ele usava para dar os créditos de algumas composições que seriam barradas pela ditadura), e que esse professor sequer iria desconfiar que era uma fraude. Aí surgiu isso aí, detalhadamente inventado, um marco no jornalismo GONZO. Para quem não sabe da história, no final conto se ele descobriu ou não. Boa leitura.
Como numa digressão, o entrevistado chega ao momento da entrevista vestindo um anacrônico sapato bicolor, um jaleco de lã xadrez sobre uma alva camisa de linho. Ligeiramente apertado na barriga, o colete ostenta um broche de uns três centímetros com uma clave de Sol. Expansivo, o senil homem senta, pede um café amargo e já começamos o papo, sem delongas. O nome é Júlio de Adelaide, compositor, como ele mesmo diz, mácula da ditadura, ou “sapato da marcha dos 100 mil”. E, de fato, ninguém proferiria que aquela convalescência em pessoa fora compositor de uma das músicas mais emblemáticas da década de 60. “Acorda Amor”, música dele e de Leonel Paiva, “mas eu quem criei 90% da canção, o Leonel que me perdoe, mas a idéia da sirene, e só ela, que é dele”, sagrou-se na voz intimista de Chico Buarque, seu “porta-voz”, assim dizer, imiscuiu-se com portentosos versos de efeito tais como “(...)Acorda amor, eu tive um pesadelo agora / Sonhei que tinha gente lá fora,
batendo no portão, que aflição./Era a "Dura" numa muito-escura viatura,/ minha nossa santa criatura,/ Chame, chame la chame, chame o ladrão! (...)”. Mais conversa e foi revelado que, strictu sensus, a letra era fiel ao fato separador de águas da sua vida pessoal e, por conseguinte, profissional: sua prisão por agentes federais. “Muitos me taxavam de músico de uma composição só, mentira. Foram três: Acorda amor, Jorge maravilha e Milagre brasileiro. E se fosse, menor seria o motivo para me rechaçarem do convívio social e me trazerem cara a cara com a angústia da tortura.”
No dia 23 de agosto de 1967, Júlio, já dominado pelo medo, avesso à riqueza material supérflua e ao dinheiro como mercadoria em si, como o temos hoje, recluso por opção, dormia em casa com sua esposa – já falecida. De repente, os primeiros versos da canção são tocados, o primeiro e o segundo. Ele lembra de, de fato, ter chamado o ladrão, como chacota para esfriar a têmpera escaldante do momento. “Sorrimos, poderia ser algum amigo que tinha a chave de casa. (silêncio de uns 13 segundos). Mas eu sabia que ou era o CCC ou DOI-CODE ou adjacências”. E foi a terceira estrofe que, sem a poética da música, foi solfejada para a esposa, entre lamúrias. Rolou escada abaixo algemado.
De lá foi levado para um prédio na Rua Santa Ifigênia onde lhe apresentaram o choque nas solas dos pés, a garrote de genitália, o prego nas unhas e outras disciplinas do Sargento Brás Peçanha. Nas primeiras semanas o alimentavam com soja embebida em água e pão amanhecido. Dois meses depois lhe tiraram a soja. Conforme havia prometido, em meio aos gritos e cacetadas no dia de sua “abdução”, continuou a compor letras abrasivas e de urro contra o status quo do período. Vale salientar que apenas do espaço de tempo anterior ao seu seqüestro, dos episódios ulteriores, veio a tomar ciência em meados de outubro de 1970, quando fugiu. Não soube da Primavera de Praga, não viu 2001 Uma odisséia no Espaço, não testemunhou o litígio do Direito versus a Filosofia. “O Chico Buarque me procurou, dizem alguns amigos. Afinal, por que só o compositor e não o intérprete que deveria saborear a ferrugem do Estado Maior de Grades? (...) Se ele cogitou em se entregar como manifesto? (risos) eu duvido. E o Leonel Paiva voltou para o Mato Grosso, sumiu na poeira. Já disse Adoniran Barbosa: Bom de briga é aquele que foge e rápido.”
Quando perguntado sobre nuanças mais substanciais e ideológicas do período de ferro, assustadoramente, o Júlio soltou uma risada funesta, saboreou um último gole do café agora amargo e gélido e disse:
“Eu não quero entender mais nada sobre meu algoz”. Apertou a mão do repórter, levantou-se e sumiu no corredor da casa de seus pais.
HAhahahahahaahahaha!!! Ano que vem, caríssimos, “vou estar fazendo” essa matéria de novo. DP. Pedala, Luiz Oak!!! 
Posted by Luiz Oak at 20h49
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Bem, amiguinhos do Histérico Histórico, estão convidado para minha formatura na Faculdade Cásper Líbero no curso de Jornalismo. Esse é o discurso que lerei para 5 mil pessoas. Tudo indica que vai ser uma cerimônia interessantíssima.
Caríssimos, é, antes de tudo, uma abissal felicidade em partir. Partir vossas caras com tanto ódio e antipatia que nutri por cada um de vocês. Aponto o terceiro quirodáctilo – o famoso dedo do meio – para a dianteira de cada, ainda agora que vos encaro, para não deixar dúvida sobre com quem falo. É com você, você, você e você. Sintam-se apontados, catalogados e devidamente aviltados. Rechaço a horda toda: alunos que sonegaram informação, professores que se maquiaram com cera no nariz, improvisando um ofício desapegado, sem empenho com a didática e mantendo o curso bem longe do profissionalizante e tisicamente separado do teórico. Entrei aqui sob orientação dos indicadores de qualidade, cumpri cada dia com o sentimento da obrigatoriedade. Poderia, caríssimos, enumerar as benesses casperianas e que sorte a minha já ter entrado aqui sabendo contar até dez, senão pararia no dois. Ah, vocês que professam que “o aluno faz a faculdade”, pobres dos que os dão crédito. Se assim fosse, a mensalidade deveria ser paga aos alunos e não às instituições.
De fato conheci gente-maior, cosmopolitas intelectualizados e éticos sentados ao meu lado na sala de aula. Pena que nenhuma nos olhando de frente, sentado de costas para a porta. Espero ter-me feito claro. Se não foi, culpo o pernosticismo da “casa”, os sangue-sugas orgânicos que fizeram da Cásper um viveiro de bestas fracassadas na profissão e coalhando um habitat permissivo para toda limitação profissional que têm. Ah, compartes de classe mentecaptos. Agradeço a você, você e você por terem auxiliado a mensurar o volume da minha diferenciação sobre vocês. Devo minha megalomania a sensação pueril que emanou dia a dia. Cada centavo do salário que vos pagarem nesta mesma profissão em que nos metemos é o quíntuplo do que vosso córtex combalido merece. Tenham isso sempre em mente, ou no que sobrou depois da experiência casperiana.
Caríssimos funcionários, você, você e você. Operários braçais da vergonha institucional e da falência de princípios desta casa, relinchem por recompensa, vosso trabalho é mal pago, a importância que têm para a destruição moral deste número 900 é maior que o 300 do holerite.
Ah caríssima Faculdade Cásper Líbero, que para mim, sempre caríssima foi. 
Posted by Luiz Oak at 01h43
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ah!analise ISSO!
Histérico, estranho, 23 anos, 2 parafusos no joelho, + de 80 quilos, mais de 180 centímetros de altura, mais de 2 dígitos no Q.I., . São Paulo, Brooklin. MSN: luizoak@hotmail.com | Não tem a menor idéia do que está fazendo nesse Blog.Vil e inzoneiro; melancolicamente seboso; desde os 9 anos adepto do sexo frugal no Largo Paissandu, onde adquiriu o vício pela gerontrofilia; tocador de harpa e mister na discussão Chiclete com Banana vs. Asa de Águia; tradutor das obras de Adriane Galisteu e Narcisa Tamborim Dengue para o latim gaélico; votou no Marronzinho em 89; possui um coraçãozinho vermelho tatuado no bíceps esquerdo com a inscrição "Mamãe"; quando pequeno, nas discussões com os amiguinhos de condomínio, preferia o Jaspion ao Satangoss e insistia ser um dos escolhidos pelo Pássaro Dourado; pífio na pelota basca, pior ainda no revezamento 4 X 100 roupa; ideólogo da doutrina cicciolínica de comensalismo e mentor do plano de salvamento das vítimas em Nova Orleans.! Vai encarar? !
(Depoimento de um vives)
| *sigh* |
Qualquer reprodução sem autorização explícita estará sujeita a penalidades segundo o Código de Direitos Autorais n. 9610, de 19/02/98. (Ai, droga. Isso vale pra mim tb... Ok, esqueçam.
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** EU **.
Já se foi o disco voador:
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